quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Às vezes...



Sente o som das cordas da minha guitarra que, já banidas dos anos, por ti soam…
Sente o meu respirar quando o calor da distância ultrapassada nos juntar…
Ouve vindo das profundezas do silêncio o bater do meu coração, que bate para que jamais te sintas só.
Há tanto para dizer e tão poucas formas de o fazer, mas, apesar disto, na mais fleumática noite quando o vazio da solidão te preencher, não grites, chama apenas por mim que mesmo distante aconchegar-te-ei em minh’alma.
Mesmo distante farei com que até mesmo as pequenas recordações te façam sorrir, farei ver-te que és e serás sempre como as estrelas, que no meio de tanta escuridão brilham.
E, quando vontade de chorar sentires, fá-lo e lembra-te que mais cruel e frio é o melancólico silêncio duma cascata que corre sem água…


03-03-08




Às vezes não é por "passar da data" ou por já ter sido escrito há muito que queira dizer que deixou de ser sentido e ou que tenha perdido aquele tanto significado sentido há muito...

[Imagem: Cátia Moniz, Modificação da imagem: Ricardo Sousa ]

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