quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Intransponível



Muralha invisível
Algo intransponível
Minha mente prisioneira
Vontade minha presa
Num corpo perene

Alma indomável
Nunca saberei
Todo o seu poder
Perfeito incógnito
Isto jamais esquecerei

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sonho #1


Como se antes fosse eu a correr num longo corredor com o receio de as forças se quebrarem antes de chegar aquela pequena grande luz que brota de uma porta entre aberta...

E depois de lá chegar parasse e suspirasse não de cansaço, mas sim de alívio.

Toco com as pontas dos dedos na porta e suavemente abro-a, …, olho a sala e parece-me vazia.

Sofás tapados com lençóis brancos, móveis igualmente tapados...

Chego perto daquela pequena luz que agora brota duma cortina quase totalmente fechada e abro-a, dando-me assim luz para a vasta sala que antes parecia vazia, mas que agora repleta de luz.

Noto, olhando o reflexo dum espelho, que no outro lado da sala há algo não tapado, há algo que não se esconde por de trás duns lençóis brancos: um piano preto...

De repente alguém entra pela porta com ar de frustrado, êxito e nem me mexo. Nem em mim repara, senta-se no banco do piano e ali na ampla sala ouve-se o seu suspirar...

Ouve-se um mero guincho da aba do piano a ser aberta por ele... Guincho que desaparece por meras notas terem sido agora começadas a tocar...

Olho-o sem me impor, ouço o que suas mãos tocam... as notas são tocadas mais rapidamente soam à maneira das que nas pautas estão.

Som místico ouve-se quando ele pela minha presença dá e, de repente, subitamente, acordo com o despertador a tocar…

Entrega total ao abismo do Amor…

Entrega total ao abismo do Amor…
Onde por vezes sente-se dor;
Onde tudo se pode tornar séquito;
Onde o sentimento tanto cresce como enfraquece
E onde a mistura de sentimentos prevalece,
Causando loucura ou ardor…

Às vezes...



Sente o som das cordas da minha guitarra que, já banidas dos anos, por ti soam…
Sente o meu respirar quando o calor da distância ultrapassada nos juntar…
Ouve vindo das profundezas do silêncio o bater do meu coração, que bate para que jamais te sintas só.
Há tanto para dizer e tão poucas formas de o fazer, mas, apesar disto, na mais fleumática noite quando o vazio da solidão te preencher, não grites, chama apenas por mim que mesmo distante aconchegar-te-ei em minh’alma.
Mesmo distante farei com que até mesmo as pequenas recordações te façam sorrir, farei ver-te que és e serás sempre como as estrelas, que no meio de tanta escuridão brilham.
E, quando vontade de chorar sentires, fá-lo e lembra-te que mais cruel e frio é o melancólico silêncio duma cascata que corre sem água…


03-03-08




Às vezes não é por "passar da data" ou por já ter sido escrito há muito que queira dizer que deixou de ser sentido e ou que tenha perdido aquele tanto significado sentido há muito...

[Imagem: Cátia Moniz, Modificação da imagem: Ricardo Sousa ]

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sem titulo # 1


Já sentiste vontade por um bocadinho que seja magoar-te a ti próprio?
Um pequeno corte atrás de outro e antes dum seguinte que parecem inofensivos no momento, mas que depois doem, mas não tanto como os que te fizeram por dentro…
Mas ali estão, agora cobertos duma pequena camada de sangue, que provavelmente cicatrizaram como tantos outros com o tempo…

Espera!



Espera!
Não vás tão depressa…
Pára!
Também eu sinto esse sufoco e nem por isso corro tão depressa.
Será da velhice?
Do osso que, quando o coração bate forte, este grita e pede-me que pare por momentos, por só mais um instante que seja, por meros segundos, porque dói?
As lágrimas que correm fazem-me cócegas no rosto.
Infelizmente, já não sou criança e nem sorrio quando depois de me gritarem me dão um rebuçado para adoçar a “birra”.
Não corras tão depressa…
Espera mais um pouco, mas não pares para que seja a morte a abraçar-te!
Faz TU antes cócegas nas lágrimas sorrindo.
Não sei correr tão depressa como tu, mas ainda tenho forças para te abraçar.

17-10-08 08:47







[PS: Como é bom escrever assim, logo de manhãzinha... sentir a inspiração a vir connosco numa longa viagem em redor do mundo de minh'alma (: ]

sábado, 1 de novembro de 2008

OBRIGADA (:

*Obrigada por me aturares mesmo quando só desatino;
*Obrigada quando me ouves quando só contigo consigo abrir-me;
*Obrigada por leres os meus textos;
*Obrigada por ouvires as minhas musicas e dares conselhos (quando sei que não lá muito boas de se ouvir lol);
*Obrigada por não desistires de mim quando eu própria o tendo fazer;
*Obrigada por fazeres parte da minha vida;
*Obrigada...
... Simplesmente:
OBRIGADA POR EXISTIRES
MENINO RICKY CABELUDO**

Momentos de Ócio

O meu momento favorito do dia é aquele em que fico mais vulnerável aos teus aromas mais dóceis e atraentes. É aquele momento em que me encosto ao teu ombro, como uma criança, e me perco no profundo e deleitoso vazio, na completa ausência de movimento, um momento em que apenas existimos nós, o sofá que nos ampara, e o nosso toque mútuo, ardente de um desejo insólito.
O meu momento favorito do dia é aquele em que olho para a tua face durante horas a fio; nada é produzido, nem tem de ser, nada é realizado, nem deve ser... tudo é apenas descrito na minha mente, da forma mais detalhada possível, quase como se fossem os meus dedos a descrever a pele pela qual passam, vagarosamente, aproveitando cada imperfeição para te fazer um bocadinho mais humana.
É bom notar certas imperfeições - se as não houvesse eu não teria estes momentos... tu serias apenas mais uma deusa em contos e eu apenas mais um devoto de joelhos...
São estes momentos que me carregam às costas durante o resto do meu dia - é a certeza de os ter que me faz sobreviver sem eles.
Já estou a estragar tudo, não quero pensar demais, quero desfrutar do meu momento favorito do dia... Que venha a mim esse teu ombro, que eu irei a ti, por inteiro, completamente entregue aos teus aromas, aos teus sons, aos teus olhares, às manias, às mãos, ao cabelo, à pele, ao sofá...
Quero o nosso momento, em que tudo pára para nos ver juntos, num júbilo tranquilo, numa histeria interior, apenas exteriorizada em suspiros.
...
Agora sim, estou em casa, é o teu toque que o diz, é a tua pele que me faz sentir isso mesmo, já não sou eu que sonho acordado... estou em casa... Que comece o ócio.

Oh alma triste

Porque anseias tanto

Será que é hábito

Ou porque te foste


Foste e não voltas

Escarpas ficaram

Fruto de revoltas

Que no passado insistiram

E dores deixaram