terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Natal


No Natal brilham as estrelinhas,
E debaixo do pinheiro,
Põe-se as prendinhas.
Há milhões de famílias felizes,
Em todos os países.

Nessa noite fazem-se belos serões,
Com famílias reunidas,
Cantando belas canções.

Nesta noite de Natal,
Em que tudo é especial,
Quero desejar a todos
Um Feliz Natal!

Poema escrito por mim aos 10 anos.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Restrições

Corre o ar.
Passa - me ao lado, não o respiro.
Levanto - me cedo para contemplar a aurora,
Mas o sol simplesmente não quer nascer nesse dia.
Já noite, venero a Lua,
Mas esta depressa se cobre de nuvens.
Procuro oásis, encontro desertos.
Secos, sufocantes, suplicantes...
Que me secam as veias e apoderam - se de tudo o que há em mim.
Procuro a chuva que me limpa e purifica
Mas nem a água é capaz de me libertar
deste quarto sem janelas
deste túnel encurralado
deste labirinto
deste deserto repleto de dunas.
Quem poderá ser a minha janela,
a minha luz no fundo do túnel,
a minha saída deste labirinto
ou o meu oásis?

Há alguém que me consiga ajudar?

sábado, 6 de dezembro de 2008

O Dragão


O dragão cospe fogo,
É muito brincalhão.

Eu prestava atenção,
Ria-me até mais não,
Porque era um prazer,vê-lo subir e descer.

Muita folia,
Fazia no ar,
Era uma grande alegria,
Se todo o dia,
Pudesse cantar.

As pessoas estavam agitadas,
Havia tanta confusão,
Credo! Que assustadas,
Com a magia do dragão!

À noite sobre os rochedos,
Cuspia chamas na escuridão,
Os meninos queriam ser faroleiros,
Para fazer companhia ao dragão.

P.S. Tinha 10 anitos quando escrevi este poema...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Perfeita imperfeição de mistura unificada...


Estás ai?
Estou... claro que estou. Só que quando começo a ler algo é como se não tivesse com a alma no corpo, mas sim no que estou a ler.
Ela, simplesmente, esvazia-se nas palavras que em olhos meus passam a ser lidas, é como se nem de bússola precisasse mais para se guiar, como as palavras, aquelas palavras que são escritas também com alma, encontrassem agora o rumo certo, é como se essas palavras fossem as baias direccionais de corrumes incógnitos causados pelo tempo que outrora nem destino possuía.
Palavras que bailam em desassossego de um sossego completamente quase mutilado de perfeita imperfeição, numa mistura de sentimentos oposto que designam o que os une, o que os unifica num só gesto, numa só frase, num só momento, numa só tempo!
Como se o amanhã quase acabasse por chegar do ontem que agora é hoje e esse mesmo hoje que já não é mais um presente, mas sim um passado quase futuro.
Aquele tempo que é uma perfeita imperfeição de misturas contrarias ao que sonham ser sendo-o.
Aquela mistura de palavras que soam com as notas que acabam de acabar por soar nesse mesmo tempo, nesse mesmo momento, nessa mesma frase, nesse mesmo gesto…
Que se esgotem como o ar que enche e esvazia os pulmões mas que não tarda por repetir o mesmo percurso quase como uma rota, uma perfeita rotina que já de ser sempre a mesma fazemo-lo inconscientemente conscientes de que é isso que precisamos de continuar a fazer, mesmo que seja conscientemente inconscientes, e é isso que ninguém nos ensina a fazer porque nascemos a saber fazê-lo, tal como ver, sentir… Quantas são as coisas que ninguém nos ensina, mas que nascemos já sabendo-as, que viram rotina e acabamos por não as sentir mesmo sentindo-as, mesmo fazendo-as, mesmo, assim… vivendo-as e quase reaprendendo-as sendo ensinados por este Ninguém que chamamos: Vida (?)
Escrito ao som de: Explosions in the sky - Memorial [ http://www.youtube.com/watch?v=mJapaqTRXb8&feature=related ]

Fim do Verão


Quando acaba o Verão, as pessoas ficam mais deprimidas porque começam a pensar no trabalho e recordam as férias com nostalgia.
Mas para mim, é-me indeferente. As minhas férias são sempre iguais, sempre nos mesmos sítios e com as mesmas pessoas. Não me divirto muito nas férias. Talvez seja pela maneira como vejo a vida. Não sou optimista e isso influencia de certa forma negativamente a minha vida.
Para mim, as férias não me dizem nada, porque faço praticamente as mesmas coisas que eu faço quando não estou; mas em maior quantidade, claro! E o que muda são os sítios (que são sempre os mesmos todos os anos) e estar rodeada de mais uma dezena de pessoas da minha família.
Até que tenho uma melhor vida quando estou em minha casa do que na casa dos meus avós, pois lá durmo em sofás e fico rodeada de tectos cravejados de mosquitos e aranhas.
Eu, pessoalmente, gosto mais do Outono porque as temperaturas são mais amenas e gosto de ver as árvores com as folhas acastanhadas e também adoro aqueles dias de chuva miúda e com um pouco de ventania.
Gosto de sentir a chuva e o vento a baterem-me na cara quando vou a caminho da escola. Gosto de olhar para o céu escuro e ver as pessoas agasalhadas a maldizer a chuva.
Fico sensivelmente mais feliz, quando chega a casa, me aconchego no sofá e vejo televisão, enquanto ouço a chuva a cair.
O Outono é lindo! Mais lindo que o Verão, que acabo por não aproveitar...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Intransponível



Muralha invisível
Algo intransponível
Minha mente prisioneira
Vontade minha presa
Num corpo perene

Alma indomável
Nunca saberei
Todo o seu poder
Perfeito incógnito
Isto jamais esquecerei

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Sonho #1


Como se antes fosse eu a correr num longo corredor com o receio de as forças se quebrarem antes de chegar aquela pequena grande luz que brota de uma porta entre aberta...

E depois de lá chegar parasse e suspirasse não de cansaço, mas sim de alívio.

Toco com as pontas dos dedos na porta e suavemente abro-a, …, olho a sala e parece-me vazia.

Sofás tapados com lençóis brancos, móveis igualmente tapados...

Chego perto daquela pequena luz que agora brota duma cortina quase totalmente fechada e abro-a, dando-me assim luz para a vasta sala que antes parecia vazia, mas que agora repleta de luz.

Noto, olhando o reflexo dum espelho, que no outro lado da sala há algo não tapado, há algo que não se esconde por de trás duns lençóis brancos: um piano preto...

De repente alguém entra pela porta com ar de frustrado, êxito e nem me mexo. Nem em mim repara, senta-se no banco do piano e ali na ampla sala ouve-se o seu suspirar...

Ouve-se um mero guincho da aba do piano a ser aberta por ele... Guincho que desaparece por meras notas terem sido agora começadas a tocar...

Olho-o sem me impor, ouço o que suas mãos tocam... as notas são tocadas mais rapidamente soam à maneira das que nas pautas estão.

Som místico ouve-se quando ele pela minha presença dá e, de repente, subitamente, acordo com o despertador a tocar…

Entrega total ao abismo do Amor…

Entrega total ao abismo do Amor…
Onde por vezes sente-se dor;
Onde tudo se pode tornar séquito;
Onde o sentimento tanto cresce como enfraquece
E onde a mistura de sentimentos prevalece,
Causando loucura ou ardor…

Às vezes...



Sente o som das cordas da minha guitarra que, já banidas dos anos, por ti soam…
Sente o meu respirar quando o calor da distância ultrapassada nos juntar…
Ouve vindo das profundezas do silêncio o bater do meu coração, que bate para que jamais te sintas só.
Há tanto para dizer e tão poucas formas de o fazer, mas, apesar disto, na mais fleumática noite quando o vazio da solidão te preencher, não grites, chama apenas por mim que mesmo distante aconchegar-te-ei em minh’alma.
Mesmo distante farei com que até mesmo as pequenas recordações te façam sorrir, farei ver-te que és e serás sempre como as estrelas, que no meio de tanta escuridão brilham.
E, quando vontade de chorar sentires, fá-lo e lembra-te que mais cruel e frio é o melancólico silêncio duma cascata que corre sem água…


03-03-08




Às vezes não é por "passar da data" ou por já ter sido escrito há muito que queira dizer que deixou de ser sentido e ou que tenha perdido aquele tanto significado sentido há muito...

[Imagem: Cátia Moniz, Modificação da imagem: Ricardo Sousa ]

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sem titulo # 1


Já sentiste vontade por um bocadinho que seja magoar-te a ti próprio?
Um pequeno corte atrás de outro e antes dum seguinte que parecem inofensivos no momento, mas que depois doem, mas não tanto como os que te fizeram por dentro…
Mas ali estão, agora cobertos duma pequena camada de sangue, que provavelmente cicatrizaram como tantos outros com o tempo…

Espera!



Espera!
Não vás tão depressa…
Pára!
Também eu sinto esse sufoco e nem por isso corro tão depressa.
Será da velhice?
Do osso que, quando o coração bate forte, este grita e pede-me que pare por momentos, por só mais um instante que seja, por meros segundos, porque dói?
As lágrimas que correm fazem-me cócegas no rosto.
Infelizmente, já não sou criança e nem sorrio quando depois de me gritarem me dão um rebuçado para adoçar a “birra”.
Não corras tão depressa…
Espera mais um pouco, mas não pares para que seja a morte a abraçar-te!
Faz TU antes cócegas nas lágrimas sorrindo.
Não sei correr tão depressa como tu, mas ainda tenho forças para te abraçar.

17-10-08 08:47







[PS: Como é bom escrever assim, logo de manhãzinha... sentir a inspiração a vir connosco numa longa viagem em redor do mundo de minh'alma (: ]

sábado, 1 de novembro de 2008

OBRIGADA (:

*Obrigada por me aturares mesmo quando só desatino;
*Obrigada quando me ouves quando só contigo consigo abrir-me;
*Obrigada por leres os meus textos;
*Obrigada por ouvires as minhas musicas e dares conselhos (quando sei que não lá muito boas de se ouvir lol);
*Obrigada por não desistires de mim quando eu própria o tendo fazer;
*Obrigada por fazeres parte da minha vida;
*Obrigada...
... Simplesmente:
OBRIGADA POR EXISTIRES
MENINO RICKY CABELUDO**

Momentos de Ócio

O meu momento favorito do dia é aquele em que fico mais vulnerável aos teus aromas mais dóceis e atraentes. É aquele momento em que me encosto ao teu ombro, como uma criança, e me perco no profundo e deleitoso vazio, na completa ausência de movimento, um momento em que apenas existimos nós, o sofá que nos ampara, e o nosso toque mútuo, ardente de um desejo insólito.
O meu momento favorito do dia é aquele em que olho para a tua face durante horas a fio; nada é produzido, nem tem de ser, nada é realizado, nem deve ser... tudo é apenas descrito na minha mente, da forma mais detalhada possível, quase como se fossem os meus dedos a descrever a pele pela qual passam, vagarosamente, aproveitando cada imperfeição para te fazer um bocadinho mais humana.
É bom notar certas imperfeições - se as não houvesse eu não teria estes momentos... tu serias apenas mais uma deusa em contos e eu apenas mais um devoto de joelhos...
São estes momentos que me carregam às costas durante o resto do meu dia - é a certeza de os ter que me faz sobreviver sem eles.
Já estou a estragar tudo, não quero pensar demais, quero desfrutar do meu momento favorito do dia... Que venha a mim esse teu ombro, que eu irei a ti, por inteiro, completamente entregue aos teus aromas, aos teus sons, aos teus olhares, às manias, às mãos, ao cabelo, à pele, ao sofá...
Quero o nosso momento, em que tudo pára para nos ver juntos, num júbilo tranquilo, numa histeria interior, apenas exteriorizada em suspiros.
...
Agora sim, estou em casa, é o teu toque que o diz, é a tua pele que me faz sentir isso mesmo, já não sou eu que sonho acordado... estou em casa... Que comece o ócio.

Oh alma triste

Porque anseias tanto

Será que é hábito

Ou porque te foste


Foste e não voltas

Escarpas ficaram

Fruto de revoltas

Que no passado insistiram

E dores deixaram



terça-feira, 28 de outubro de 2008



Será? Será que vai ser assim como imaginamos? Não sei… Lá no fundo até gostava que assim fosse mas quem sou eu para fazer previsões? Simplesmente ninguém…. Se tivesse tais artes, a vida que teria certamente seria um pouco diferente... Algo de bom era certamente para a alma e mente, antiga sensação que voltaria a sentir e experimentar…. Renovação completa dos desejos mais primitivos ou íntimos….
Alegria ou tristeza? Eis outra coisa que não posso calcular com exactidão mas só o tempo dirá
Oh alma traiçoeira que tanto quer mas não tem mais do que desejos e vontades… Desigualdade entre a realidade e o desejo…


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Futilidade em sonhar...

Futilidade em sonhar
Por mais que seja sonho
Sonho esse que é desejo
Desejo de sentir o aroma
De tempos idos e passados
Tudo é realidade
E nada um sonho


domingo, 19 de outubro de 2008

Das margens de sonhos meus...

Das margens de sonhos meus, onde o mar bate feroz e o sol ardentemente me queima a alma, tu és a brisa que apaga o fogo que a distância causa; a luz que me guia na encruzilhada desconhecida; a voz que ouço sem cessar quando a multidão se faz calar, quando aquele relógio ainda bate e usa as baladas para contar quantas foram as palavras em vão.


Tu

Tu és aquele que ainda me faz adormecer enquanto minh’alma soluça por um pequeno abraço teu.

Agora resta-me pedir-te, mesmo estandes longe:



A próxima vez que partires despede-te,


Porque não sei até quando, das margens de sonhos meus, minha guitarra tocará

por

Ti